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Sicoob recebe com otimismo aprovação de projeto que autoriza cooperativas a captar recursos de municípios

Com votação unânime na Câmara dos Deputados, a matéria segue para análise do Senado Federal

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 100/2011, de autoria do deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), que possibilita que as cooperativas financeiras prestem serviços a municípios, assim como órgãos, entidades e empresas controlados pelas prefeituras, foi aprovado ontem, 28, pela Câmara dos Deputados com 363 votos favoráveis e nenhum voto contrário.

Com esta decisão, as cooperativas financeiras também poderão oferecer aos municípios serviços como emissão de boletos e depósito dos salários dos servidores, serviços esses que eram autorizados somente por bancos oficiais como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal ou bancos estaduais.

A notícia foi recebida com entusiasmo pelas lideranças cooperativistas, pois mais de 500 cidades não contam com agência de bancos tradicionais. Para Henrique Castilhano Vilares, presidente do Sicoob, maior sistema de cooperativa financeira do Brasil, este é um importante passo para o Sistema, pois, além de mostrar o reconhecimento e a confiança do Congresso, a mudança fará com que mais brasileiros conheçam as vantagens do cooperativismo financeiro. “O Sicoob, atualmente, é a única instituição financeira em 200 municípios e, com essa abertura, temos a possibilidade de atingir um público maior com trabalho pioneiro nessas cidades onde nossos somos a única agência disponível”, lembra o presidente.

Caso o projeto passe pelo Senado Federal e chegue até a presidência para sanção, folha de pagamentos de servidores públicos e recursos arrecadados de IPTU, IPVA e ISS, dentre outros, estarão entre a lista de operações que poderão ser viabilizadas via cooperativas de crédito. “Estamos muito otimistas quanto ao Senado, depois dessa votação unânime na Câmara. Então, a expectativa é que na volta do recesso tudo já comece a funcionar e consigamos atingir também o nosso objetivo social, com a proposta de inclusão, que é atender as comunidades que são carentes de entidade financeira”, afirma Henrique.